consuma visão que tive
estava ali acuado, e de brilho encheu-me a noite
as estrelas que vi tomaram-me por inteiro
sua presença já causava-me inquietação
e de suma fervura fora tomado por sentimento absoluto
por paixão desesperadora,
por palavras que nos meus lábios, queriam torna-se poesia.
e soava estranhamente, sussurrava nos ouvidos
distorcida poesia.
e dizia calmamente, gritava loucamente
distorcida poesia.
Me perdia totalmente, momentos coloridos
via um neblina nos teus olhos
via caminhos sem saídas
via amor onde não existia
via paz não consumida...
numa distorcida poesia.
E a poesia encontrou-se nos lábios
por visão que já se fora
fora embora, levou o brilho que estava na noite
deixou-me vazio por que passara
já estava tranquilo
tomado por nada que consumia em todo, em suma
por paixão que descansara
por palavras que nos lábios, nunca foram poesia.
Edmar Moreira
[Viva Carpe Diem!]