sexta-feira, 17 de setembro de 2010

catarse

Nasci para a palavra, pronunciada e escrita,
a ressoar no âmbito das consciências.
Nasci para esta dama, esta pessoa.
Nasci em mim desembocando nela
Palavra que me forma o profundo do ser
E faz-me cativa de suas composições mais íntimas
Que me arrebata coesão, coerência e contexto
E expõe-me ao sem nexo de
Amar-te
Palavra furtante que me furta constantemente
E faz-me amar-te mais a cada nascimento teu.
Neologizas meu coração
Como se nunca tivéssemos existido.
Lança-me em tuas novidades
Conjugadas às minhas necessidades
Estou, quase sempre, a ponto de perder-me
Até encontrar-me novamente
Em ti, novidade absoluta
Que renovas minha vida
Palavra que ressoa ao meu ouvido
Depois de furtado meu coração
Que queres de mim, que já não tenhas
Tirana amorosa a precipitar-me
Nos abismos de teus caprichos
Amo-te
E isto constitui-me por dentro
Como sabemos.
Quando penso tê-la perdido
Invades-me intimamente
A reclamar o que é teu
O que sempre foi teu
E será sempre teu!
PALAVRA
Aproprio-me de ti
E trato-te como coisa minha
Só minha
Que importa que outras bocas
Te exportem aos ares do mundo
Em mim, somos
Apenas nós
Que outros digam o que dizemos
Jamais será igual
Ou próximo ao que temos
Volto para ti
Amor único e verdadeiro
Da minha alma
Uma vez mais
E tantas quantas
Este exílio exigir
Volto para ti
Consumadas
Na fonética
Trinitária
Sintaticamente
Combinadas
Que fazer-me de ti?
PALAVRA.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

BlogBlogs.Com.Br